Uso terapêutico de canabidiol

Uso terapêutico de canabidiol nos tratamentos psiquiátricos

Não é à toa que o canabidiol está cada vez mais conhecido pela população comum e que a mídia tem tratado com frequência sobre o tema no Brasil. Há uma série de vantagens que esta substância, oriunda da Cannabis sativa (popularmente conhecida como maconha), pode oferecer a diversos tipos de doenças, desde diferentes tipos de câncer, doenças degenerativas como a ELA – Esclerose Lateral Amiotrófica, assim como doenças neurológicas e psiquiátricas.

Além de serem usados em tratamentos efetivos, os medicamentos à base de canabidiol proporcional mais qualidade de vida aos seus usuários, muitas vezes atenuando os efeitos colaterais de tratamentos agressivos ou mesmo diminuindo a frequência de convulsões e outros eventos comuns a muitas doenças.

Apesar da exposição do assunto à mídia, apenas quem necessita deste tipo de medicamento sabe o quão urgente devem ser as políticas que garantem o acesso ao mesmo. Há muito desconhecimento e preconceito quanto ao uso terapêutico do canabidiol, assim como no Brasil carecem pesquisas sobre esta substância.

Anvisa retirou o canabidiol da lista de substâncias proibidas

Por determinação da justiça, a Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária, retirou neste ano o canabidiol da lista das substâncias proibidas no país, podendo reverter a situação, caso a sua apelação na justiça seja aprovada. O canabidiol não sendo mais uma substância proibida, na verdade, foi uma conquista dos muitos usuários e familiares, após diversas batalhas judiciais para ter acesso a uma substância que em muitos países é permitida.

No fim de 2014, o CFM – Conselho Federal de Medicina passou a permitirque psiquiatras, neurologistas e neurocirurgiões pudessem prescrever o canabidiol para crianças e adolescentes que sofrem com tratamentos ineficazes para epilepsia e convulsões, desde que menores de 18 anos e com assinatura dos responsáveis de um termo de consentimento sobre riscos e benefícios. É importante dizer que o conselho exige dos médicos um cadastro específico para receitar o CBD.

É desta forma – como credenciamento do princípio ativo na lista de substâncias controladas e dos especialistas que prescrevem a droga, a Anvisa permite a importação do canabidiol, para a esperança de muitos pacientes com síndromes raras e doenças complexas. Entre as demandas psiquiátricas e não psiquiátricas tratadas com canabidiol estão a ansiedade, a esquizofrenia, alguns transtornos de sono, epilepsia grave, Mal de Parkinson, diabetes tipo 2 e doenças inflamatórias, como artrite reumatoide e esclerose múltipla, autismo, Síndrome de Tourette, depressão, diferentes tipos de câncer, etc.

Como conseguir medicamentos com canabidiol

Há uma série de documentos e cadastros que devem ser feitos previamente na Anvisa – você pode conferir o passo a passo completo nesta página. O canabidiol é comercializado somente fora do Brasil, em forma de pasta como suplemento alimentar, podendo ser importado nas condições já descritas.

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Liberação do Canabidiol

Liberação do Canabidiol e a esperança para milhares de pessoas

No ano de 2015, a Anvisa – Agência Nacional de Saúde já havia retirado o canabidiol da lista de substâncias de uso proibido no Brasil. A novidade é que no início de 2016, a entidade resolveu pela Liberação do Canabidiol e ainda liberar produtos com maior concentração de THC – Tetrahidrocanabidiol em medicamentos. Isso pode ser apenas um começo para as milhares de pessoas que possuem doenças crônicas e que podem se beneficiar com produtos com este componente.

Liberação do canabidiol – Uma esperança

Vale ressaltar que a Anvisa autorizou a prescrição e manipulação de medicamentos à base da planta Cannabis sp., incluindo o tetrahidrocannabinol (THC), mas que esta autorização vale apenas para medicamentos registrados na Anvisa. Além disso, os produtos que contenham a substância podem ser importados apenas em caráter especial de tratamento de pacientes brasileiros e com prescrição médica.

Se antes o produto precisaria ter no máximo 49% de THC em sua composição, agora a porcentagem pode ser maior e outro canabinoides também são permitidos.

O canabidiol, assim como o THC, são substâncias encontradas na maconha (Cannabis sativa) e que auxilia no tratamento de diversas doenças, especialmente as neurológicas, combatendo sintomas, efeitos colaterais de tratamentos convencionais e proporcionando mais qualidade de vida aos seus usuários.

Desde janeiro de 2015, a Anvisa já havia liberado o canabidiol da lista de substâncias proibidas e agora é possível a comercialização de medicamentos com a substância no Brasil ou mesmo a sua importação.

Além disso, no fim de 2014, o Conselho Federal de Medicina (CFM) também já havia autorizado uso do canabidiol no tratamento de crianças e adolescentes com epilepsia ou que sofram de convulsões que não tiveram êxito nos tratamentos tradicionais.

Contudo, é importante dizer que esta autorização da Anvisa foi feita para se adequar a uma decisão judicial do ano passado, a qual a entidade está recorrendo. Caso a Anvisa tenha uma decisão da justiça favorável, a nova regulamentação será suspensa – isso já foi garantido pelo próprio órgão.

Como importar medicamentos com canabidiol

O primeiro passo é ter a prescrição de um médico ou especialista habilitado no tratamento, conforme a resolução RDC nº17, de maio de 2015. O laudo médico deve ainda integrar a documentação necessária para a importação deste tipo de medicamento. É preciso fazer o cadastro do paciente na Anvisa antes mesmo da solicitação de compra. Você pode conferir o passo a passo para a aquisição dos medicamentos com canabidiol importados dos Estados Unidos através deste link. Confira!

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tratamento da Síndrome de Tourette

Uso do Canabidiol no tratamento da Síndrome de Tourette

As aplicações e usos do canabidiol em tratamento de doenças psiquiátrica têm avançado, mesmo que timidamente, em todo o mundo, oferecendo melhorias na redução de crises e ampliando a qualidade de vida dos pacientes.

Recentemente, foi divulgado um estudo realizado na Alemanha sobre o tratamento da Síndrome de Tourette com um medicamento que possui canabidiol e THC. Os resultados foram relatados pela pesquisadora no Primeiro Congresso Mundial sobre a Síndrome de Tourette em Londres, em junho de 2015, e surpreenderam os especialistas desta área.

O que é a Síndrome de Tourette?

A síndrome de Tourette ou síndrome de laTourette, também referida como SGT ou ST, é uma desordem neurológica ou neuroquímica caracterizada por tiques, reações rápidas, movimentos repentinos ou vocalizações que ocorre repetidamente da mesma maneira com considerável frequência. É considerado uma disfunção muito comum, sendo que no Brasil são cerca de 150 mil novos casos relatados por ano. Não tem cura, mas o tratamento adequado pode ajudar bastante o paciente ter uma qualidade de vida satisfatória. Pode aparecer sintomas em qualquer fase da vida.

Saiba mais sobre esta síndrome no site da ASTOC – Associação Brasileira de Síndrome de Tourette, Tiques e Transtorno Obsessivo Compulsivo.

O canabidiol e a ANVISA

O canabidiol já tem sido usado em alguns casos de epilepsia refratária e no Brasil foi autorizada pela ANVISA sua importação para casos selecionados. O tratamento é muito eficaz também para os portadores da síndrome de Tourette, mas ainda aguarda-se uma resolução da ANVISA para a importação de medicamentos que contenham esta substância no tratamento desta síndrome – a venda e importação ainda é proibida neste caso. Aos pacientes, como sempre, resta aguardar e ter esperanças, uma vez que as últimas resoluções abrem bons precedentes, como descrito abaixo:

(…) Fica permitida, excepcionalmente, a importação de produtos que possuam as substâncias canabidiol e/ou tetrahidrocannabinol (THC), quando realizada por pessoa física, para uso próprio, para tratamento de saúde, mediante prescrição médica, aplicando-se os mesmos requisitos estabelecidos pela Resolução da Diretoria Colegiada – RDC nº 17, de 6 de maio de 2015.

Outro impasse quanto ao uso do canabidiol no tratamento da síndrome de Tourette vem do Conselho Federal de Medicina, que alega não há ainda estudos científicos válidos amparando o uso do canabidiol em diversas doenças, inclusive à ST, e que se manifestou contra esta medida da ANVISA.

Canabidiol e Síndrome de Tourette

Carecemos de estudos no Brasil acerca do uso do canabidiol (CBD) e THC no tratamento da síndrome de Tourette (ST). Contudo, sabe-se que a planta Cannabis sativa, conhecida como maconha ou marijuana, têm apresentado impactos positivos no tratamento de doenças que afetam o sistema nervoso central (SNC) e no sistema imunológico por meio de receptores específicos – CB1 (no SNC) e CB2 (em células do sistema imunológico) – o que beneficia o tratamento de diversas doenças, como a Doença de Parkinson – veja nesta matéria especial tudo sobre o tema, diferentes tipos de câncer, depressão, efeitos colaterais de diversos tratamentos convencionais (quimioterapia, radioterapia, etc.), Esclerose Lateral Amiotrófica – ELA, etc.

Desde 1988, especialistas em psiquiatria já relataram casos em que pacientes de ST afirmaram ter melhoras dos tiques quando consumiram a maconha em seu estado natural, através do fumo. Nesta época, as pesquisas eram primárias, mas em 1999 um estudo sobre os efeitos do Delta-9-THC em 12 pacientes com ST tiveram resultados ainda mais positivos. Em 2000, um estudo revolucionário com o uso de THC (doses até 10mg) em 24 pacientes com ST relatou maior sucesso ao retardar crises e amenizar os tiques destes pacientes.

É uma área que carece ainda de muitos estudos e iniciativas e faltam estudo s publicados – é o que alega a ANVISA e os especialistas brasileiros. Mas em julho de 2015, no Primeiro Congresso Mundial sobre síndrome de Tourette, em Londres, uma pesquisa apresentou dados mais recentes sobre os estudos do uso do dronabinol ou da maconha fumada em pacientes com ST. Segundo esta pesquisa, a utilização da maconha fumada promove um início mais rápido de ação sobre os tiques, mas de curta duração. Já o medicamento com canabidiol, requer mais tempo para fazer efeito, mas tem uma duração maior, de algumas horas, quando o THC é administrado de duas a três vezes por dia.

Contudo, as pesquisas são primárias ainda quanto ao uso destes medicamentos em diferentes faixas etárias, mas o uso em adultos apresenta resultados positivos.É preciso lembrar ainda que o THC é psicoativo e psicodisléptico, há risco de que provoque alucinações e/ou desencadeie surtos psicóticos em predispostos. Por isso, deve ser evitado, por hora, em crianças ou adolescentes e em adultos com histórico familiar de quadros psicóticos. Os riscos até o momento estudados são baixos, cerca de 1%, mas as pesquisas precisam avançar também neste sentido.

Estudo Promissor da Síndrome de Tourette

Estudo Promissor da Sindrome de Tourette
Estudo Promissor da Síndrome de Tourette

Vídeo sobre o uso do Canabidiol no tratamento de doenças neurológicas

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Canabidiol no Brasil

Entenda a polêmica sobre o Canabidiol no Brasil

A legalização do uso de substâncias medicinais oriundas da Cannabis sativa, também conhecida como maconha, o Canabidiol no Brasil está envolta de muito preconceito, desconhecimento e má vontade por parte das autoridades brasileiras, como a Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Esta pelo menos é a opinião de milhares de brasileiros e seus responsáveis que poderiam estar usando o canabidiol e outras substâncias similares em tratamentos de doenças degenerativas ou com sintomas devastadores – como a epilepsia, a Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), o câncer, entre outros.

Há algumas décadas tem-se pesquisado os efeitos do uso medicinal da maconha em diversas doenças – seja na cura ou para apaziguar os efeitos de outros tratamentos. Contudo, ainda preciso esclarecer algumas questões que dificultam a adesão da sociedade, médicos e governo brasileiros a tratamentos cientificamente comprovados, mas que ainda não chegaram por aqui e que são ilegais.

Maconha e cânhamo

É preciso destacar que a confusão começa com a falta de definição por parte das pessoas entre o uso da maconha e o uso do cânhamo. São plantas da mesma família, mas com propriedades e características diferentes. A maconha tem um tamanho menor e é mais espessa; já o cânhamo é alto e longo. A maconha contém grandes quantidades do canabinoide psicoativo THC (tetrahidrocanabinol) e o cânhamo pode conter quantidades relativamente grandes do canabinóide não psicoativo CBD (canabidiol). Esta diferença por si só já gera muita confusão, uma vez que ambas são proibidas do Brasil e muitos não sabem as diferenças entre elas. Ambas também possuem uso medicinal reconhecido em outros países.

O Canabidiol atua diretamente nas condições neurológicas com muito mais êxito que outros tratamentos tradicionais. A justificativa disso é que estes tratamentos farmacêuticos comuns visam a sinapse, onde somente 2% de toda a comunicação neurológica ocorre. Os medicamentos canabinoides atuam em amplo sentido na atividade neurológica, e são muito mais eficazes.

O Canabidiol no Brasil

É importante destacar que os medicamentos canabinoides são ilegais no Brasil, assim como o uso recreativo da maconha. A lei brasileira não faz distinção sobre o objetivo e propósitos da maconha como medicamento e recreação.

Porém, em abril de 2014, a importação do Canabidiol no Brasil foi autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), após Katiele Fischer, mãe de uma menina de cinco anos, com CDKL5 –uma doença que fazia com que a menina tivesse 60 convulsões por semana, ter entrado na justiça, justificando a necessidade de uso para a sua filha com embasamento no caso de Penny Harper, uma americana, também mãe de uma menina com a mesma doença e que iniciou o tratamento com o canabidiol. Os resultados foram muito positivos no caso americano, uma vez que se conseguiu reduzir a incidência de convulsões da filha de 40 por dia para zero em um período de pouco mais de 60 dias. Isso abriu precedentes para que outros brasileiros pudessem ter acesso, ainda que restrito e burocratizado, ao medicamento.

Assista ao documentário sobre o caso de Katiele Fischer e sua filha abaixo:

Os medicamentos com o Canabidiol, muitas vezes, é a única alternativa para que o paciente possa regredir os efeitos da doença, ou mesmo curá-la. Mesmo que um caso tenha vindo a público e que outras pessoas passaram a se beneficiar com este tipo de medicamento, ainda falta muito para que no Brasil todos aqueles que necessitam do tratamento tenham acesso de fato a ele.

O Canabidiol dá esperança a muitos familiares, pacientes e até aos médicos, que muitas vezes ficam de mãos atadas, por medo de represarias ao indicar um tratamento não previsto pela lei. Há muito o que se fazer ainda para romper o tabu em relação à maconha, que na verdade, antes de ser usada como psicotrópico, é uma planta como qualquer outra, com a propriedade de efetivar a saúde, quando usada para fins medicinais.

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